quinta-feira, 9 de junho de 2011

TÊXTEIS PEDEM SIMPLES ATÉ PARA GRANDES EMPRESAS

O setor têxtil entregou ontem ao ministro Fernando Pimentel (Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior) pedido para estender o Simples, sistema simplificado de pagamento de tributos, para todas as confecções, independentemente de seu porte e faturamento. Pelas regras em vigor, só podem aderir a esse regime tributário simplificado empresas com faturamento anual de até R$ 2,4 milhões.

"O objetivo é permitir a reorganização e fortalecimento do setor, hoje extremamente pulverizado e fragilizado com a concorrência de produtos importados", afirma Aguinaldo Diniz Filho, presidente da Abit, associação que reúne indústrias têxteis e de confecção. "A medida vai permitir reagrupamento das empresas, que podem ganhar produtividade com produção em maior escala", completa.

Mais de 90% das 30 mil empresas existentes no ramo são de micro e pequeno porte com até 30 funcionários. São 1,2 milhão de empregados em confecções no país. "Cada empregado com salário de R$ 700 custa hoje às empresas R$ 2.100 em encargos e benefícios", diz Oswaldo Oliveira, diretor de operações do grupo Rosset.

De acordo com os dois executivos, o ministro foi "receptivo" à reivindicação feita pelo setor. O ministério informou que recebeu a proposta do setor, que será analisada, e não comenta a reunião. "As empresas do setor vivem hoje a síndrome de Peter Pan. Não querem crescer para evitar a atual carga tributária", completa Oswaldo Oliveira.

(Fonte: FENACON)

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